Domingo, 5 de Julho de 2009

Projeto de Lei proíbe uso de Cartão para Jogos e Pornografia Infantil Online

Congresso

Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado (CMA) analisa em breve o Projeto de Lei (PL) que proíbe as empresas de Cartão de Crédito à autorizarem transações relacionadas com Jogos de Azar e Pornografia Infantil via Internet. Caso aprovado, este PL será uma grande vitória contra a criminalidade na rede.

O projeto, de autoria do senador Magno Malta (PR-ES), tem como relator o senador César Borges (PR-BA), que apresentou voto favorável à matéria com as emendas já aprovadas na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCTCI). A proposição será apreciada em decisão terminativa na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Crimes na Internet

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Fim da era Michael Jackson marca a “prova dos 9" do conceito da “Cauda Longa”

Jackson I

Segundo Chris Anderson, a era de ouro do “Big Hits” terminou assim que a web multimídia se consolidou e passou a atender as massas de forma individualizada. Ao postular o conceito da “Cauda Longa”, Anderson demonstrou que a soma demanda gerada pelos produtos de nicho é igual à gerada pelos produtos de sucesso.

A teoria da Cauda Longa diz que nossa cultura e economia estão migrando do foco em um relativo pequeno número de “hits" (produtos que vendem muito no grande mercado) no topo da curva de demanda, para um grande número de nichos na “cauda” da curva. Como o custo de produção e distribuição caiu, especialmente nas transações online, agora é menos necessário massificar produtos em um único formato e tamanho para consumidores.

Em uma era sem problema de espaço nas prateleiras e sem gargalos de distribuição, produtos e serviços segmentados podem ser economicamente tão atrativos quanto produtos de massa.

Cauda LongaAssim, a morte de Michael Jackson, último grande “block buster” da música pop, coloca definitivamente à prova o conceito da Cauda Longa, que será comprovada caso realmente não exista mais espaço para o surgimento de outro fenômeno de consumo daqui para frente.

A revolução que o fim da era Michael Jackson gerou na Internet, sinaliza de maneira contundente a importância que esta mídia alcançou no cenário musical, pois, no dia de sua morte, o Torrent com toda discografia do cantor contava com 117 usuários ativos, compartilhando um arquivo musical com aproximadamente 02 GB. Em menos de 24 horas, o número subiu para 16.184 usuários ativos. Durante o dia seguinte ainda presenciou-se o surgimento de outros quatro novos arquivos com toda discografia do cantor - um deles, MP3 ‘DeLuxe Edition’ tinha quase 07 GB.

Em menos de seis horas, seu nome apareceu no topo das buscas de agregadores de blogs de MP3 (como o Hype Machine), de redes sociais (como a Last.fm) e de lojas online (como a Amazon e iTunes). Na Amazon, o rei do pop conseguiu mais um feito espetacular, mesmo depois de morto. Nada menos do que 18 discos entre os mais vendidos da loja eram ou do cantor ou de sua banda com seus irmãos, o Jackson 5.

A notícia mexeu com a Internet de forma ainda mais brusca: não bastasse ter derrubado os servidores do Twitter no breve intervalo entre o anúncio de que Michael estava sendo transportado para um hospital em uma ambulância e a confirmação de sua morte, a rede social tornou-se o principal canal para saber o que estava acontecendo com o cantor. Todos linkavam todos e logo que sua morte foi confirmada, Michael Jackson dominou nove dos 10 tópicos de discussão do dia - na décima posição, a pantera Farrah Fawcett, que também morreu no mesmo dia. Foi o suficiente para que o Twitter não suportasse a quantidade de acessos.

Não foi só o Twitter. Segundo Shawn White, diretor de operações da Keynote System, empresa que monitora o tráfego na web, "a velocidade média de download em sites de notícias dobrou de menos de quatro segundo para quase nove segundos", disse em entrevista à BBC.

Por mais que as versões digitais ou mesmo os discos em si - sejam CDs ou vinis - possam dar uma idéia do impacto da notícia da última quinta-feira, ela é certamente infinitamente menor do que os milhões de MP3 trocados e baixados de forma ilegal.

Artista com 750 milhões de discos vendidos em seus 45 anos de carreira, Michael Jackson foi, durante pelo menos dez anos, o rei do pop. Como Elvis Presley antes dele, fez parte de um movimento que alavancou não apenas gerações de novos artistas, mas também vendas de discos. Com sua morte, muitos levantaram a inevitável dúvida que sucede a morte de qualquer astro: e quem será o próximo rei?

Ninguém, se Crhis Anderson estiver certo.

A música, da mesma forma que aconteceu com tudo depois da Internet, saiu da mão de algumas dezenas de artistas e centenas de executivos para alimentar gratuitamente nichos infinitos.

Michael Jackson é sinônimo de uma época em que o sucesso de um artista era medido em discos vendidos - uma era que metaforicamente morre junto com ele.

Números

clip_image00102 vezes mais tweets por segundo. Assim que a morte de Michael Jackson foi anunciada, o número de mensagens no serviço dobrou, segundo Biz Stone, co-fundador do site.

clip_image001[1]22,61% de todas as mensagens trocadas no serviço, na hora que a morte foi confirmada, eram sobre o astro.

clip_image001[2]40.000 vezes a cada hora. Foi o número de vezes que foram reproduzidas, na Last.fm, músicas de Michael Jackson, na manhã da sexta, dia seguinte à morte.

clip_image001[3]11% foi o aumento de acessos à Internet nos EUA para saber informações sobre a morte.

Fontes: Livro “A Cauda Londa” e O Estado de São Paulo

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Morte de Michael Jackson derruba Google e Twitter

Jackson I Horas depois de a morte do cantor Michael Jackson ser anunciada, a sobrecarga de usuários buscando e criando conteúdo na Internet chegou a derrubar serviços como as buscas do Google e a rede de microblogs Twitter. As buscas no Google cresceram tanto, e em espaço de tempo tão curto, que a empresa achou que estava sendo vítima de um ataque, disse Gabriel Stricker, porta-voz da empresa, em entrevista à BBC.

Por aproximadamente 30 minutos, usuários que buscavam por "Michael Jackson" recebiam uma mensagem de erro alertando que o termo era "muito semelhante a requisições automatizadas" realizadas por vírus e softwares espiões.

No Twitter, o número de publicações duplicou no momento em que a notícia da morte de Jackson foi divulgada.

Biz Stone, cofundador do Twitter, disse ao "Los Angeles Times" que esse pico de atividade foi o maior da história do serviço desde as eleições norte-americanas, em 2008. Foi registrada uma média de 5 mil mensagens (ou "tweets") por minuto. A sobrecarga resultou em alguns erros no sistema de busca e causou lentidão no serviço.

Ainda segundo o "Los Angeles Times", a freqüência de atualizações no Facebook triplicou, mas a rede social não teve problemas técnicos.

Golpistas em ação

Os primeiros golpes virtuais baseados na notícia da morte de Michael Jackson Jackson II começaram a circular cerca de 8 horas depois da divulgação das informações, segundo reportagem do "The Register".

A empresa de segurança Sophos identificou um spam que prometia mais detalhes sobre a morte do astro, mas, na verdade, era projetado para atacar os endereços de e-mail da vítima.

Segundo a Sophos, o e-mail não tem anexos, nem links. Se o usuário responder à mensagem, porém, o golpista consegue ter acesso ao catálogo de endereços da vítima. A recomendação dos especialistas é que e-mails suspeitos sejam deletados.

Projeto de Lei sobre os Crimes na Internet (PL 84/99) mantém Bancos responsáveis por fraudes

Congresso Deputado Julio Semeghini (PSDB-SP), relator do Projeto de Lei (PL 84/99) que trata dos Crimes Cometidos pela Internet, afirmou, que as mudanças da Câmara dos Deputados na proposta que veio do Senado vão deixar claro que os provedores de acesso à Internet não serão responsabilizados pela indenização de fraudes na rede, no caso do usuário que acessa sua conta bancária por meio do computador. Comprovar a fraude continuará sendo obrigação das instituições financeiras.

"O projeto não discute responsabilidade nem indenização, ele apenas tipifica alguns crimes", explicou Semeghini em debate por chat promovido pela Agência Câmara. "Portanto, não inverte o ônus da prova nem muda as responsabilidades de como é atualmente. O provedor não será responsabilizado por esses tipos de crime, exceto pela obrigação de armazenar e proteger apenas as informações de acesso [IP e hora do logon]."

A preocupação recorrente dos internautas que participaram do chat estava relacionada ao download de músicas pela Internet. "O projeto não separa o que pode ou não ser acessado. A gente não pode dizer o que pode ou não ser roubado. O crime é o roubo", explicou o parlamentar. Segundo Semeghini, baixar músicas pela Internet é um caso a ser tratado pela Lei de Propriedade Intelectual e não pela proposta em análise na Câmara dos Deputados.

Em relação à possível invasão da privacidade do cidadão em seu direito de acessar os conteúdos que lhe interessam, o parlamentar esclareceu que dispositivo previsto no projeto "tem exatamente o objetivo de garantir a privacidade". O texto prevê que os provedores guardem as informações de tráfego na rede em lugar protegido e seguro e só liberem esses dados mediante mandado judicial.

"A proposta também está sendo modificada para assegurar que, quando se tratar de redes públicas ou projetos de inclusão digital, não existir essa obrigatoriedade de guardar os dados de tráfego na rede", ressaltou Semeghini.

Crimes na Internet

Interpretação dúbia

Os internautas também demonstraram preocupação com os termos do projeto, considerados "muito amplos e genéricos", o que poderia permitir que condutas normais fossem interpretadas como criminosas. "O projeto está sendo alterado em partes importantes – como a tipificação de crimes e as responsabilidades – para evitar que ainda tenha qualquer dúvida sobre seu objetivo." Na avaliação do deputado, as contribuições de todos os envolvidos na discussão eliminarão os pontos que permitem interpretações equivocadas.

O PL 84/99, do ex-deputado Luiz Piauhylino, que já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados, ganhou um substitutivo no Senado, do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), e voltou novamente para ser analisada pelos deputados. Como tramita em regime de urgência, o texto está sendo analisado por três comissões simultaneamente. Semeghini é o relator do substitutivo na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CTCI).

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Quantidade de usuários de Banda Larga por meio de TVs por assinatura cresce 43% em 2009

Crystal_Clear_app_Internet_Connection_Tools Quantidade de conexões à Internet em Banda Larga no Brasil, baseadas nos serviços oferecidos pelas empresas de TV por Assinatura, cresceu 43% no primeiro trimestre de 2009, se comparado com o mesmo período do ano passado. Agora o país conta com 2,8 milhões de assinantes.

Esta informação foi divulgada pela Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) e pelo Sindicato das Empresas de TV por Assinatura (Seta).

De acordo com a ABTA, a base total de assinantes de TV Paga cresceu 17,6% em relação ao mesmo período de 2008, chegando a 6,4 milhões de domicílios em todo o Brasil.

Ainda de acordo com a associação, o faturamento bruto da indústria de TV por Assinatura foi de R$ 2,5 bilhões nos primeiros três meses – incluindo faturamento publicitário –, o que significa um incremento de 27% em relação ao mesmo período do ano passado.

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Comércio Eletrônico fatura R$ 393 milhões no Dia dos Namorados

No Dia dos Namorados, período entre 29 de maio e 12 de junho, o Ticket Médio do Comércio Eletrônico foi de R$ 330. Os Livros foram os artigos mais procurados.

Carrinho Segundo a camara-e.net e a e-bit, o Comércio Eletrônico faturou R$ 393 milhões no período dos Dia do Namorados, ou seja, 21% a mais que os R$ 324 milhões registrados em 2008.

O Ticket Médio com as compras na Internet também aumentou, de R$ 320 em 2008 para R$ 330 em 2009.

As categorias preferidas para presentear no Dia dos Namorados foram:

  • Livros - com 17% das compras;
  • Saúde e Beleza - com 14%; e
  • Eletrodomésticos - com 12%.

Este resultado é ainda mais positivo diante do desempenho do “comércio de tijolo e cimento”, cujo faturamento recuou 3,8% em comparação com o aferido no Dia dos Namorados de 2008. “Com um feriado no meio do Dia dos Namorados, muitos casais deixaram de comprar em lojas físicas, pois estavam viajando. Essa é mais uma vantagem do e-Commerce, já que é possível programar as compras com antecedência, acessando Lojas Virtuais, mesmo em trânsito.”, afirma Pedro Guasti da e-bit.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Satisfação do e-Consumidor cresce em maio mesmo com aumento do volume de vendas

Índice da e-bit e do Movimento Internet Segura mostra que 86,45% das pessoas que compraram pela rede no mês tiveram suas expectativas atendidas

Satisfacao do e-Consumidor

As pessoas que compraram presentes para o Dia das Mães e para o Dia dos Namorados pela Internet no mês de maio aprovaram o atendimento prestado pelas lojas virtuais brasileiras. É o que mostra o “Índice de Confiança do e-consumidor”, estudo desenvolvido pela consultoria e-bit, em parceria com o Movimento Internet Segura (MIS). O levantamento mostra que 86,45% dos usuários destes sites (e-Consumidores) se disseram contentes com o resultado final de suas transações.

Este foi o recorde de satisfação do ano!

Segundo o coordenador do MIS, Djalma Andrade, o indicador demonstra que os varejistas virtuais brasileiros estão a cada dia melhor preparados para suportar com eficiência os grandes picos de volumes de transações. “Maio é o segundo período mais importante do varejo. Tivemos um volume maior de compras neste mês do que em qualquer outro do ano, devido à sazonalidade e também ao próprio crescimento vegetativo do negócio. Com um aumento destes, seria natural o registro de alguns problemas em itens principalmente relacionados à logística, mas felizmente não foi isto o que aconteceu”, disse.

O MIS é o comitê da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), dedicado a orientar o usuário da rede quanto às melhores práticas de navegação.

O diretor da e-bit, Pedro  Guasti explica que para chegar a este resultado a e-bit colheu 109.128 questionários no mês de maio. Por meio deles as pessoas são convidadas a opinar sobre os dez seguintes quesitos: Facilidade de Comprar, Seleção de Produtos, Informação sobre os Produtos, Preços, Navegação, Entrega no Prazo, Qualidade dos Produtos, Qualidade do Atendimento a Clientes, Política de Privacidade e Manuseio e Envio dos Produtos.

Este Blog anunciou recentemente que o período do Dia das Mães deste ano registrou um faturamento de R$ 440 milhões no e-Commerce. Já no Dia dos Namorados, embora os dados ainda não tenham sido consolidados, a expectativa era de que o setor movimentasse R$ 389 milhões. Ambos os resultados significam um crescimento de 20% em relação às mesmas épocas do ano passado.

Guasti lembra que o indicador de 86,45% de satisfação é o maior do ano, com 0,15% de crescimento sobre o mês de abril e mostra uma clara evolução desde o início da apuração deste índice, no mês de janeiro, quando o patamar havia sido de 85,87%.

 

Índice de Confiança do e-consumidor - Maio/2009 – 86,45%

Satisfacao do e-Consumidor maio09