segunda-feira, 16 de julho de 2018

Nova Regra de Interoperabilidade de Pagamentos pode frear Inovações

Norma afeta negócios disruptivos que promovem a inclusão financeira de pequenos negócios e de consumidores.

Uma norma do Banco Central (Bacen) colocada em Consulta Pública altera a forma como as empresas de arranjos de pagamento atuam na economia digital. De acordo com a nova regulamentação de interoperabilidade, as bandeiras de cartão de crédito (arranjos abertos) passariam a definir as regras comerciais, operacionais e técnicas para as transações realizadas nos meios de pagamentos eletrônicos. Com essa regra, modelos de negócios disruptivos que promovem a inclusão financeira de pequenos negócios e de consumidores na Internet e reduzem o uso do dinheiro em espécie estarão com os dias contados.

Um dos grandes ganhos alcançados pela transformação digital iniciada em 2010 foi justamente a oferta de produtos e serviços inovadores, que permitem, por exemplo, o pagamento de contas de água e luz sem custo de operação ou o acesso a maquininhas de cartão de baixo custo sem aluguel, ou, ainda, pagamentos por meio de celulares.

Tudo isso só é possível porque as empresas de arranjos de pagamento fechadas (moeda eletrônica – fintech) podem firmar acordos bilaterais entre si para estabelecer regras, obrigações e responsabilidades sem a interferência das bandeiras. Deixar que os arranjos abertos definam unilateralmente as regras é voltar ao modelo tradicional de negócios que limita o acesso aos meios de pagamento.

A pedido da Abranet (Associação Brasileira de Internet), o Insper fez um estudo sobre os impactos da regra proposta pelo Bacen nos novos modelos de negócios existentes no mercado e na economia (segue o link: Regulação em Meios de Pagamento: Contratos de Interoperabilidade ou Participação?). Segundo o estudo, em pouco tempo haveria reversão dos movimentos de inclusão financeira, de formalização da economia, e da tendência de oferta de serviços mais baratos pelas fintechs.

No mercado, as novas regras provocariam a reversão na tendência de desconcentração, o desestímulo ao surgimento de modelos nacionais de moedas eletrônicas e ao investimento. Nos modelos de negócios, elas atingiriam em cheio os investimentos em inovação e a capacidade competitiva, provocando a reprecificação do modelo para cima. Além disso, aponta o estudo, o desincentivo ao uso de papel moeda pode entrar em risco, já que os arranjos tradicionais estão focados nas grandes companhias e os arranjos simplificados, no microempreendedor.

O estudo lista os produtos e serviços inovadores que serão afetados pelas novas normas. Entre eles estão a transferência e os pagamentos entre contas, a transferência de dinheiro para cartões pré-pagos, as maquininhas sem cobrança de aluguel e de baixo custo, os pagamentos por meio de links em redes sociais, os novos modelos para mobilidade urbana, como o Sem Parar, e os emissores de moedas eletrônicas.

Deixar que as regras de pagamentos eletrônicos sejam definidas somente pelos arranjos abertos é devolver a economia digital ao patamar de dez anos atrás.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

UX Eye for a Tech Guy: Projetando Chatbots que os Usuários não irão Odiar

Primeiramente, precisamos entender o Chatbot como um produto digital, um software. Assim, diversas práticas e processos de design de sistemas de computação podem ser aplicados ao processo de sua criação.

Todavia, desenvolver um Chatbot é um processo de design centrado no ser humano e envolve muitas disciplinas que vão além do digital. Não se trata apenas de um processo voltado ao desenvolvimento e códigos, desenvolver um Chatbot também envolve a análise de pessoas e conversas (textos).

Ou seja, a programação é um aspecto fundamental no projeto, porém na falta de um bom design conversacional, nem as melhores plataformas de desenvolvimento, as mais avançadas tecnologias de NLP (Natural Language Processing) ou a Inteligência Artificial vão criar um bom Chatbot  - elas não são garantia de sucesso. 

Um dos fatores de sucesso no desenvolvimento de Chatbots é saber que o serviço atenderá as expectativas de seus usuários, caso consiga resolver seus problemas e questionamentos, pois ninguém vai revisitar o Chatbot apenas porque o achou ou bem apresentado.

Desta forma, o planejamento é fundamental para a construção de Chatbots bem-sucedidos. A seguir são listados alguns princípios e procedimentos essenciais para guiar um processo de criação de Chatbots.

Princípios para design de Chatbots

Chatbots precisam ter um propósito;
Chatbots devem ser especialistas 🎯, nunca generalistas;
- Assim como atendentes humanos, Chatbots devem se apresentar para interlocutores 💡;
- Fluxos de conversação de Chatbots sempre devem terminar em uma ação💡;
- Deve-se definir uma persona 👩🏻👨🏽para o Chatbot 🎯🎨.

Deve-se evitar o uso de respostas repetidas. O ideal é usar diferentes frases a fim de melhorar o engajamento, dando a sensação que o Chatbot está efetivamente aprendendo com o tempo e lembrando das coisas que as pessoas falam para ele -  nome, endereço, o que gostam, etc.

Segundo alguns dados do Botanalytics Blog, os usuários que conversam com um bot apresentam, no primeiro dia, níveis de envolvimento/retenção muito bons. Por outro lado, o efeito do segundo e/ou terceiro dia é muito ruim, chegando a níveis de abandono da conversação de 40 a 50% dos usuários.

A fim de melhorarmos a retenção na revisitação do Chatbot, precisamos estar atentos às seguintes premissas:

Chatbots devem ter respostas curtas 💡🎨

Mensagens muito longas fazem com que as pessoas se cansem. 😴

Chatbots devem facilitar as coisas 💡🎨

Chatbots precisam estar atentos, antecipar necessidades e ajudar as pessoas com o mínimo de interações possível.

Assim, o planejamento da Experiência do Usuário (UX) em termos da interface de usuário baseada em comandos de voz e conversação deve levar em conta um processo de design e criação de Chatbots que convivam bem com os usuários. 

Desta forma, o entendimento e análise dos usuários deve ser uma das premissas para o planejamento e desenvolvimento dos bots que irão atendê-los.

Entendendo seus usuários e as implicações do cliente

Todo projeto de UX começa com as seguintes perguntas: 

- O que sabemos sobre os clientes? 
- Quais são suas necessidades, experiências e comportamentos? 
- O que precisamos saber sobre os usuários para garantir que os serviços prestados sejam bem-sucedidos?

O mesmo se aplica aos Chatbots...

Quais são as novas considerações para o Chat?

Ao criar um Chatbot, um excelente ponto de partida seria entender o que os consumidores pensam e quais as suas expectativas sobre os Chatbots. Seguem algumas estatísticas (vide Ubisend para mais detalhes):

- 21% dos consumidores vêem os Chatbots como a maneira mais fácil de entrar em contato com as empresas. (ubisend, 2017)
- 27% dos consumidores crêem que comprariam um produtos e serviços básicos por meio de Chatbots. (Drift, 2018)
- 40% dos consumidores não se importam se um Chatbot ou um ser humano os atenda, contanto que recebam a ajuda de que precisam. (HubSpot, 2017)
- 15% dos consumidores se comunicaram com uma empresa via Chatbot nos últimos 12 meses. (Drift, 2018)
- 48% dos consumidores preferem um Chatbot realmente capaz de resolver problemas do que um Chatbot que tenha personalidade. (Business Insider, 2017) *

E quanto aos Contextos do Cliente em relação ao chat?

Normalmente, considera-se a localização, a emoção e a ação no desenvolvimento da UX em sites web. Porém, o que deveria ser considerado no caso dos Chatbots? Seguem alguns contextos importantes a serem analisados:

- O consumidor acha mais fácil acessar informações por meio de um Chatbot em vez de navegar em um site? 
- O consumidor faz parte da geração que se comunica melhor por mensagens de texto (WhatsApp - gerações X, Y [ou Millennials] e Z) ou é da geração que prefere procurar por um número de telefone para entrar em contato com uma empresa (gerações Boomer e Babybommer)? (vide Blog da Economia Digital para mais detalhes)
- Qual seria sua propensão para interagir com um Chatbot quando estressados ou têm pouco tempo?

Identificando o problema

Questões a se considerar: 

- O Chatbot contribuirá para melhorar a experiência do usuário já existente na base de clientes? 
- Podemos usar o Chatbot para dar continuidade a atendimentos pré-existentes?
- Devemos usar o Chatbot apenas para novos usuários e/ou venda de novos produtos ou serviços? 

Essas considerações combinadas permitem que os problemas mais importantes sejam identificados.

Definindo o escopo

"Persona" do Chatbot: Certamente, a funcionalidade deve ser a principal preocupação dos Chatbots. Afinal, se as pessoas não conseguem usar o Chabtot para acessar as informações ou serviços desejados, de nada adianta prover um Chatbot com personalidade avançada. Todavia, atribuir uma personalidade marcante, que seja tão envolvente quanto possível é um requisito importante.

Criando conversas 

O mapeamento da arquitetura conversacional requer o uso de ferramentas que automatizam o processo, além de permitir a colaboração do trabalho em tempo real.

Neste caso, pode-se usar o Lucidchart para esboçar e compartilhar os diagramas de fluxograma relativos à árvore de decisão na qual o Chatbot se baseia. Já, para a sua prototipação, uma boa ferramenta seria o BotMock.
Existem dois tipos principais de conversas de Chatbot:

Chatbot orientado a tarefas (task-led), onde o objetivo é atingir determinados resultados, orientando-se o chat por meio do funil de conversação. 
Chatbot orientado por temas (topic-led), no qual a conversa é conduzida por tópicos; esse tipo de chat é mais indicado para serviços de entretenimento.
O desenvolvimento de conversas conduzidas por tarefas (task-led) é um trabalho complexo, exigindo o mapeamento de todos os enunciados possíveis na conversa, além da definição em quais fluxos eles se encaixam, canalizando o contato até o ponto de atender às necessidades do usuário. 

Por outro lado, embora as conversas lideradas por tópicos exijam alguma definição dos tópicos a serem explorados, eventualmente diversos temas podem ser explorados pelo usuário em conversas sem necessariamente atingir um objetivo final.

Indicadores quantitativos de análise contextual do Chabot

Por fim, a análise de desempenho do Chatbot, necessária para a descoberta de falhas e implementação de novas funcionalidades deve ser baseada nos seguintes indicadores genéricos, além daqueles específicos a cada caso de uso.

- Informações Demográficas / Sexo / Locais / Horários do Dia / Dispositivos;
- Necessidades e Intenção / Principais Declarações;
- Fallbacks de Erro;
- Conclusão e/ou Abandono da Tarefa de Mapeamento de Funis;
- Tempos de Sessão;
- Retenção de novos Usuários em Retorno;
- Indicadores Qualitativos de Análise ou o Porquê do Quantitativo;
- Classificações de Usuários baseadas em Texto;
- Captura de Sentimentos;
- Observação em Tempo Real;
- Teste de Usabilidade.
Considerações finais

A criação de um excelente Chatbot requer o entendimento da motivação das pessoas ou os seus micro-moments para resolver os problemas.

O mapeamento dos pontos de contato utilizando conceitos de design de serviços podem facilitar bastante a criação das interações/conversas do Chatbot - ainda mais quando se associa essa ideia a Design de Antecipação.

As pessoas que trabalham como Estrategistas de UX ou Estrategistas de Conteúdo serão fundamentais para a construção de bons diálogos.

Finalmente, um bom projeto de Chatbot deve evitar as práticas e características, que fazem parte dos 6 mandamentos do Chabot.

Não seja autossuficiente (self contained)

Chatbots precisam fazer parte do todo. É fundamental que o bot tenha envolvimento com a estratégia do cliente; caso contrário, pode-se estar criando um bot desarticulado, isolado em um silo.

Não finja ser um humano

Certifique-se de que os clientes não pensem que estão conversando com uma pessoa real ao invés de estar interagindo com um Chatbot, pois, esta situação criará criará expectativas desalinhadas.

Sempre escalar o chamado no momento certo

Se os clientes não estiverem obtendo as respostas que precisam, existe um alto risco de frustrá-los, caso não possam falar com uma pessoa.

Mantenha-se relevante

Os Chatbots precisam de manutenção e aprendizagem constante de conteúdo.

Não se esconda

O Design, Posicionamento e Identidade Visual do Chatbot são primordiais para que os clientes possam encontrá-lo e interagir facilmente com o mesmo

Chatbot deve fazer parte do site e da experiência móvel como um todo. 

Os maiores benefícios surgem quando o Chatbot é proativo, se antecipando na identificação de oportunidades e problemas resolver.

Colabore com os demais departamentos

A fim de que o usuário tenha uma experiência única, é fundamental que exista uma interação abrangente e transparente entre os departamentos de marketing, experiência digital UX), vendas e o atendimento ao cliente.
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segunda-feira, 2 de abril de 2018

[R]evolução do eCommerce: Internet das Coisas + Commerce-Based IoT

A Disrupção dos Pagamentos Eletrônicos na 
era da Internet das Coisas
No admirável mundo novo da Internet das Coisas, qualquer “coisa conectada” poderá disparar processos de compra, tomando decisões automatizadas baseadas na demanda de contratação de um serviço ou na aquisição/reposição de um produto. Trata-se do conceito de “Commerce-Based IoT”.

A Visa e a IBM são as pioneiras a levar o ecommerce às coisas conectadas

Assim, por meio de uma parceria entre uma líder mundial de pagamentos e a inteligência do IBM Watson IoT, estes gigantes colaborarão para que todo e qualquer dispositivo conectado passe a atuar com se fosse um eConsumidor. Combinando tecnologia às possibilidades de negócios da IoT, Visa e IBM vão permitir que empresas de todos os tamanhos introduzam experiências seguras de pagamento eletrônico em qualquer objeto conectado à Internet com facilidade.
Desta forma, com este novo e muito mais abrangente eCommerce, dispositivos inteligentes serão capazes de adquirir produtos e serviços de forma monitorada ou autônoma.

Um bom exemplo são os carros conectados

Um motorista pode ser alertado, por exemplo, quando a garantia do carro estará prestes a expirar ou quando alguma de suas peças precisará ser substituída. Munido desta informação, o condutor pode encomendar as peças ou agendar uma revisão em sua oficina preferida com o simples toque de um botão. Outra facilidade seria pagar o abastecimento por meio de uma interação direta entre o carro e a bomba de combustível.

— A previsão é de que existirão mais de 380 milhões de carros conectados até 2021.
Todavia, a fusão entre a Internet das Coisas e os Meios de Pagamentos não se limitará aos connected cars. Os wearables, por exemplo, contribuirão de maneira ímpar na introdução do “Commerce-Based IoT” ao nosso dia-a-dia. Por meio de um dispositivo conectado, um atleta poderá receber um alerta sobre a hora de trocar seu tênis de corrida, por exemplo, incluindo recomendações sobre o melhor modelo, o menor preço e os revendedores preferidos.
Adicionalmente, podem ser oferecidas recomendações relevantes e adaptadas, incluindo dicas sobre nutrição e equipamentos, com base no desempenho individual, no clima local e nas preferências de compras.
A contrapartida para os investimentos das marcas e fornecedores na oferta destes novos serviços aos consumidores são os dados coletados em campo, oriundos dos diversos dispositivos de IoT conectados, que poderão ser usados para criar padrões de comportamento e consumo, viabilizando predições de necessidades futuras. Esta massa de dados coletados é denominada BigData.
Com plataformas e aparelhos eletrônicos cada vez mais conectados, a tendência é que eles se tornem mais unificados e “vestíveis” (wearables). Ao confrontar-se esta tendência à era da Realidade Virtual e Aumentada, pode-se esperar super wearables como, por exemplo, lentes de contato capazes de relacionar produtos às imagens visualizadas, permitindo sua compra literalmente num piscar de olhos.
Enfim, podemos dizer que a disrupção do comércio é do tamanho de uma Vending Machine gigante! Pelo menos, é o que o Alibaba pretende fazer, ainda este ano com a venda de veículos na China, como ilustra o vídeo a seguir:


Estas inovações, no entanto, ainda estão no início de sua viabilização. Vale lembrar que a grande maioria das tecnologias que dominarão nossas vidas daqui a 30 anos ainda não foi inventada. Ou seja, não é preciso ser a Visa ou a IBM para liderar a inovação tecnológica que está por vir.
Por fim, devido à abrangência da disrupção a ser promovida pela Internet das Coisas, nunca houve um momento melhor, na história da humanidade, para inovar e empreender como hoje. Os sujeitos grisalhos de 2050 dirão: “Já pensou como teria sido inovar em 2018 ou 2019? Era uma verdadeira terra de ninguém, dava para escolher qualquer negócio, salpicá-lo com inteligência artificial e jogar na nuvem. Poucos dispositivos tinham mais de um ou dois sensores, em vez das centenas de sensores atuais. As expectativas e barreiras eram muito baixas. Era fácil ser o primeiro”.

Essa é a melhor época de toda a história do mundo para começar algo. Você chegou bem a tempo.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Gerson Rolim é o novo Diretor de Relacionamento da Abinc

CIO da Vecto Mobile será responsável por engajar associados e mercado na evolução da Internet das Coisas no país

ABINC - Associação Brasileira da Internet das Coisas

São Paulo, 20 de dezembro de 2017 – Gerson Rolim, CIO da Vecto Mobile, empresa brasileira 100% focada conectividade IoT, foi eleito para a diretoria de relacionamento da Associação Brasileira de Internet das coisa (Abinc), entidade sem fins lucrativos criada em 2015 com o objetivo de incentivar a troca de informações e fomentar iniciativas comerciais, pesquisa e desenvolvimento de projetos e aplicações de Internet das Coisas no país.

Rolim, que por dez anos manteve foco e dedicação exclusivos no comércio eletrônico, será responsável por planejar, executar e administrar ações e campanhas de relacionamento e engajamento com o mercado, os associados, os parceiros e as demais entidades brasileiras e fora do país. Além de implantar a estratégia de divulgação e o plano de crescimento da entidade.

A evolução da Internet das Coisas passa pelo comércio eletrônico”, diz o executivo. “Eletrodomésticos, automóveis, residências vão começar a realizar compras de maneira inteligente, graças aos sensores IoT, e passarão a integrar o ecossistema do e-commerce B2B e B2C, ajudando em sua evolução”.

Rolim observa ainda que há muito mercado para a IoT no Brasil, com destaque para o agronegócio, onde os sensores e a inteligência artificial aplicada (machine learning) terão papel fundamental na produção agrícola, na pecuária e no maquinário.

O novo diretor de relacionamento da Abinc é também diretor de comunicação da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net).

Além de Rolim, integram a diretoria da Abinc eleita na semana passada: Flavio Maeda (presidente), Paulo José Spaccaquerche (vice-presidente), Herlon Oliveira (diretor de relações institucionais), Luís Viola (diretor de tecnologia), Herbert Carvalho (diretor administrativo financeiro), Marcio Cots (diretor jurídico) e Luís Eduardo Alver Severino (diretor de marketing).

Sobre a Vecto Mobile – Empresa brasileira focada em soluções de telecomunicação para negócios ligados à Internet das Coisas (IoT) para as Américas. Atua em setores como agronegócios, meios de pagamento, transporte, segurança, saúde e indústria, e trouxe para o país o primeiro SIM Card IoT a ser integrado a dispositivos móveis que tenham que operar em locais inóspitos, de difícil acesso e sujeito a intempéries. A Vecto Mobile faz parte do grupo Naka Mobile. Mais informações: www.vectomobile.com.br.



Informações para a imprensa:
Gisele Ribeiro – imprensa@vectomobile.com.br
Tel.: (11) 98193-5104
Skype: Imprensa Vecto Mobile

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Como a Vecto Mobile pode contribuir com os ISP (Internet Service Providers) no fomento da IoT

Conectividade em IoT - Internet das Coisas
Independentemente da dimensão e importância a ser atingida pela Internet das Coisas, as operadoras de telefonia móvel terão uma participação de protagonismo na era da IoT
É evidente que, quando as empresas de telecomunicações praticam os conceitos da Transformação Digital (Digital Transformation – DX), fazendo uso inteligente de tecnologias digitais, elas contribuem para a evolução do mercado como um todo. Seria algo como uma implementação da Internet das Coisas no atacado! Na raiz!
Resumidamente, a Internet das Coisas pode ser entendida como projetos envolvendo a conectividade de Sensores à Nuvem, normalmente situados em regiões afastadas, onde apenas a conectividade móvel torna-se possível.
Neste cenário, a Vecto Mobile traz uma proposta única, capaz de acelerar a implementação e aumentar o valor percebido dos projetos de Internet das Coisas dosISP. Assim, por meio de sua oferta multi-operadora de telefonia móvel (Multi IMSI), com reconexão automática, a Vecto maximiza a disponibilidade dos dispositivos que se conectam à operadora de melhor sinal na região, buscando automaticamente a próxima operadora disponível, sempre que o sinal da atual tornar-se indisponível.
Desta forma, a Vecto pode ser entendida como o parceiro de última milha, capaz de conectar os sensores IoT móveis e/ou remotos à Nuvem dos ISP.
Internet das Coisas, porém, é uma extensão de conectividade para uma gama muito mais ampla do nosso ambiente, permitindo uma percepção mais profunda de dados, análises e capacidades de controle. E nesse aspecto, as operadoras de telefonia móvel podem assumir um papel ainda mais expressivo. Como a Internet das Coisas encontra-se em sua pré-infância, caso as Telcos preencham os gaps atualmente existentes nas cadeias de valor necessárias para o desenvolvimento de soluções de IoT, certamente elas contribuirão sobremaneira para a aceleração de sua adoção e ampliação de seu valor percebido.
Ciente deste cenário, a Vecto desenvolveu uma oferta de Telemetria de Dispositivos Inteligentes a fim de monitorar o funcionamento de sensores e demais dispositivos necessários para a implementação de soluções de Internet das Coisas.
Com a Telemetria Vecto Mobile (Telemetry & Predictive Maintenance), pode-se conectar e monitorar ativos de forma rápida e fácil, além de analisar seus dados (BigData) em tempo real em cockpits customizados, baseados em data science e computação cognitiva (redes neurais).
Essa solução integra a coleta de dados do dispositivo em tempo real com a aplicação de modelos analíticos preditivos e de Machine Learning.
Assim, cria-se um sistema de Manutenção Preditiva, fornecendo-se uma nova inteligência que pode promover ganhos de eficiência e aumentar os fluxos de receita, ao prever e corrigir falhas futuras nos smartdevices da Internet das Coisas.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

7 fatores que estão ampliando o alcance da Internet das Coisas

Estudo aponta quais ações estão contribuindo para que IoT entre de vez no dia a dia das pessoas
IoT Sensors - Internet fo Things - Sensores e Internet das Coisas

O horizonte da internet das coisas parece cada vez mais claro. Mas quais são os fatores que estão contribuindo para esse avanço?

Para indicar quais são as principais inovações que estão permitindo o desenvolvimento da IoT, a Software.org – organização de pesquisa internacional, independente e apartidária –  realizou o estudo “Sensor Sensibility – Getting the Most from the Internet of Things”. Confira abaixo os 7 principais avanços.

“Apesar do termo internet das coisas estar sendo usado há anos, só agora estamos realmente começando a ver seus benefícios”, comenta o country manager da BSA no Brasil, Antônio Eduardo Mendes da Silva (Pitanga). “Muitas ferramentas tecnológicas poderosas estão convergindo para multiplicar as oportunidades geradas ao se conectar os dispositivos que fazem parte do nosso cotidiano”, completa.

1. Sensores estão ficando cada vez menores, mais baratos e mais poderosos

Eles permitem que dispositivos vejam, escutem e sintam além da capacidade humana. Permitir que os dispositivos sintam e controlem o ambiente é parte fundamental para a criação de uma rede conectada.

2. Dados criados por dispositivos estão crescendo exponencialmente

O aumento do volume de dados faz com que possamos aproveitá-los mais, já que estamos criando um gigantesco banco de informações que pode ser consultado para tomar decisões mais estratégicas. Quanto mais explorarmos os dados, mais possibilidades se abrirão.

3. Softwares inteligentes podem ser embutidos em qualquer produto ou solução

Ao inserir softwares em dispositivos e objetos, permitimos sua conexão com a Internet e com a Nuvem, deixando-os mais inteligentes, além de possibilitar a sua integração a um sistema. Além disso, viabiliza que o sistema seja aperfeiçoado por meio de simples atualizações de software. A presença dos códigos em nossas vidas cresceu tanto que hoje em dia, por exemplo, geladeiras de última geração têm mais linhas de código que um computador de mesa tinha há 20 anos.

4. A conectividade está ficando mais rápida, onipresente e indo mais longe

Para atingir todo o potencial de rede da Nuvem, dispositivos devem estar conectados por meio de internet de alta velocidade, baixo custo e ampla abrangência. Conexões preparadas para lidar com redes mais densas já estão sendo desenvolvidas para serem mais flexíveis e rápidas.

5. Softwares de análise estão usando a Nuvem para deixar dados mais acessíveis, úteis e cada vez mais valiosos

Quando dois dispositivos se comunicam, é essencial que exista a Nuvem para armazenar, processar e analisar os dados obtidos. A Nuvem também garante que os dados sejam armazenados e consultados remotamente, além de permitir a criação de sistemas integrados e inteligentes que deixam os aparelhos cada vez mais smarts. A análise inteligente das informações atrelada aos dispositivos resulta em uma rede muito mais poderosa do que a simples adição isolada deles.

6. Tecnologias de Segurança evoluem continuamente para permitir que os Dispositivos fiquem Conectados e os Dados fiquem protegidos mesmo com a evolução das ameaças

Quanto mais os dispositivos conectados fazem parte de nossas vidas, mais precisamos que tecnologias se renovem continuamente para garantir um uso seguro da rede. A criptografia, por exemplo, já esta sendo utilizada para proteger dados, para assegurar que apenas dispositivos habilitados estejam conectados à rede e para proteger dados em trânsito e armazenados na Nuvem.

7. A Inovação não está restrita a grandes empresas, mas também nasce nas garagens de Empreendedores e Inventores independentes

Com a proliferação de dispositivos conectados e das Nuvens e a facilidade para se comprar e conectar sensores, o percurso entre ideia e protótipo e entre protótipo e produto está encurtado, facilitando a criação de novas soluções conectadas por inventores independentes. A inovação não está mais limitada às grandes corporações.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

​Tecnologia no Campo (IoT) atrai jovens e incentiva sucessão familiar

​Internet das Coisas já revoluciona a Agricultura

Agritech - Agribusiness

A aplicação de tecnologias e a modernização de ferramentas têm se mostrado fortes aliadas, motivando as novas gerações de agricultores a permanecerem ou retornarem ao campo.

“O que move esse jovem a voltar e tocar os negócios da família é a tecnologia. A Transformação Digital (Digital Transformation - DX) é a alternativa a curto e longo prazo, para melhorar a produtividade e consequentemente o desempenho da propriedade”, defende o presidente-executivo da consultoria especializada em estratégias de negócio e de tecnologia, SPRO IT Solutions, Almir Meinerz.

As inovações proporcionadas pela Agritech no campo baseadas, cada vez mais, em conceitos como Internet das Coisas (IoT), Armazenamento de Dados em Nuvem (Cloud Computing) e Inteligência Artificial (AI) - Machine Learning (ML) -, possibilitam hoje o planejamento mais eficiente por meio do controle de dados e análises, que armazenam e cruzam informações em tempo real (Bigdata).

Enfim, soluções pioneiras e sistemas de gestão facilitam o diagnóstico preditivo, resultando em tomadas de decisão mais rápidas e assertivas, melhorando a rentabilidade.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Internet das Coisas por Redes Móveis (CIoT) será essencial no Brasil




Internet das Coisas por redes móveis (CIoT) deve chegar a 64,6 milhões de conexões até 2024.

A 5G Americas considera positivas as ações que visam acelerar a Internet das Coisas por redes celulares (CioT) em setores produtivos e recomenda ao Brasil a manutenção de políticas de telecomunicações na área de espectro e infraestrutura para capacitar a IoT.

O último relatório sobre IoT divulgado pela 5G Americas indica que, no período entre 2014 e 2024, o crescimento de conexões máquina a máquina (M2M) seja de até 26,95% e coloca o Brasil na posição de maior mercado da América Latina.

O Mapa de IoT incentivado pelo MCTIC deve priorizar a política de espectro radioelétrico e trazer as redes móveis como potencializadoras da internet das coisas no país. O CIoT prevê melhores condições de conexão, gerando menos interferências e mais confiabilidade nos terminais de comunicação.

Questões fiscais e tributárias também devem ajudar o Brasil a implantar o IoT. O governo busca a redução de impostos e de tarifas sobre equipamento para que surjam mais empresas interessadas em desenvolver a tecnologia no país.

A desoneração não será suficiente para alavancar o CIoT, porém, se o FISTEL aplicado à Internet das Coisas não for significativamente reduzido ou eliminado.

Shopocalypse: Apocalipse do Varejo Offline Mundial - Retail IoT

Como os Smart Products (Produtos Inteligentes / IoT no Varejo) podem contribuir no combate ao Apocalipse do Varejo Offline Mundial

Retail Apocalypse


Nos últimos tempos, algumas das maiores Lojas de Departamento do mundo estão enfrentando o fechamento de seus estabelecimentos

Essa situação, evidenciada em diversos relatórios de mercado, foi batizada como o "Apocalipse Varejista". No entanto, sempre que atingimos o ponto mais escuro da noite, começamos a testemunhar um novo amanhecer (a new dawn)... Neste caso, o alvorecer dos produtos inteligentes (Smart Products), criados sob o conceito da Internet de coisas (IoT), surgindo no momento exato para municiar marcas e varejistas tradicionais neste novo e importante campo de batalha.

Shopocalypse Now

De acordo com a Bloomberg, mais de 3.500 lojas americanas, de todos os tamanhos, como JCPenney, Macy's, Sears, KmartCrocs, Abercrombie e Guess, entre outras, deverão fechar as portas nos próximos 18 meses (2017/18/19), reforçando a proximidade do Shopocalypse.


Ademais, a análise do desempenho dos estoques do varejo nos últimos anos é eloquente, quanto ao delicado momento em que vivem os Bricks and Mortar. A Stocktwits relata, por exemplo, que a Macy's não está apenas operando no seu nível de estoque mais baixo desde a crise financeira em 2008, mas também está fechando 100 lojas (quase 15% de sua rede de lojas) à medida que contabilizam a queda das vendas e da quantidade de consumidores em suas lojas físicas.


Digital vs Tradicional (Online x Offline) - Faturamento da Amazon vs Concorrência

Enfim, trata-se de uma crise sistêmica, que não atinge apenas certas marcas ou tamanho de varejo; É de todo o segmento! É o Shopocalypse!

De acordo com Mark Cohen, diretor de estudos de varejo na Columbia Business School, a desaceleração no varejo está criando "uma crise lenta e progressiva" que deságua "em uma seqüência evolutiva de desafios econômicos", o que, infelizmente, já não pode ser considerado apenas como uma fase ou uma tendência temporária.

Digital vs Tradicional (Online x Offline) - Fechamento de Lojas Offline

E qual seria a razão do Shopocalypse?!? A resposta mais sucinta foi dada pelo mega investidor Warren Buffett, durante a reunião anual da Berkshire Hathaway, quando simplesmente afirmou que: "a loja de departamentos agora está online", simples assim.

Enfim, a Transformação Digital (Digital Transformation - DX), que atuou de forma disruptiva nos setores de mídia, transporte, telecomunicações e viagens, agora começa a reinventar o setor varejista, disronpendo-o e integrando-o de forma definitiva ao mundo digital.

Trata-se de mais uma etapa do Darwinismo Digital, pois em nenhuma outra época da história tantos setores se reinventaram em um período tão curto de tempo!

Neste clima de inovação e disruptura, o conceito de Darwinismo Digital finalmente impregnou o varejo, descrevendo o momento em que vivemos como uma situação na qual a sociedade e as tecnologias superam a capacidade de adaptação de uma empresa. É sabido que as novas tecnologias sozinhas não trazem inovação, mas que o conhecimento, as parcerias do ecossistema e o modo de pensar desempenham um papel essencial. (Vide: Darwinismo Digital na Mídia)

E, como não poderia ser diferente, a empresa digital que melhor representa esta nova era é a Amazon, o gigante de varejo online, que apresenta enorme vantagem competitiva por não contar com modelos de negócio e processo legados, que precisariam ser reconstruídos. Ao contrário, ao alavancar sua inovação em negócios e plataformas baseados na nuvem, a Amazon consegue disromper o varejo devido a sua escalabilidade infinita e riqueza de dados sem precedentes.

Quando se trata de varejo, uma certeza é que a Amazon está reinventando o conceito! Por exemplo, mais da metade das pesquisas de produtos ​​online (55%, de acordo com BloomReach) iniciam-se no site amazon.com, tornando-a o "Google de compras online".

Pode-se afirmar, com tranquilidade, que a Uberização que vitimou a indústria de táxis, está sendo executada (e continuará a ocorrer) pela Amazon, junto ao varejo, ao criar uma máquina de vendas gigante (online e também offline, com a aquisição Whole Foods), que tritura tudo em seu caminho. O gigante digital já redefiniu a computação em nuvem para melhor servir-lhe (a unidade de negócios da AWS agora tem US$ 12 bilhões em vendas e US$ 3 bilhões em lucros anuais) e fará o mesmo com o transporte, a logística e o varejo, como um todo...

Além disso, sua excelência operacional suporta sua política cortes agressivos de preços de todos os seus produtos, o que aumenta ainda mais a pressão sobre a concorrência... Jeff Bezos, CEO da Amazon, costuma avisar aos concorrentes que "sua margem é a minha oportunidade". Ademais de sua política de preços baixos e margens estreitas, a Amazon possui o maior banco de dados de cartões de crédito no mundo, além da mais detalhada coleção de informações sobre os padrões de compra na face da Terra. O que lhe permitirá, por exemplo, superar a Macy's ao se tornar o maior varejista de roupas nos EUA, neste ano.

O Varejo Contra-Ataca


Para fazer frente à Amazon e ao Shopocalypse, o Varejo precisa maximizar o valor de seus diferenciais, ou seja:

  • Marcas Próprias (white labels)
  • Rede de Lojas Físicas
  • Grande Volume de Diferentes Produtos lançados todos os dias
Nessa nova arena, a experiência diferenciada obtida por meio da Internet das Coisas (IoT) e seu Smart Products (produtos inteligentes) são as chaves para potencializar essas três importantes armas do varejo tradicional. Os varejistas devem começar por transformar digitalmente o pilar central de seus negócios: os produtos que eles fabricam e vendem.

Assim, a IoT (Internet of Things) oferece oportunidades de varejo em três áreas críticas:

  • Enriquecimento da Experiência dos Consumidores (Shoppers)
  • Revolução da Cadeia de Suprimentos
  • Criação de novos Canais de Venda e novas Fontes de Receita Recorrente
A indústria como um todo encontra-se, atualmente, no ponto de inflexão da revolução dos produtos inteligentes, catapultado pela Apple e pelo binômio Android/Chrome, ambos integrando o NFC e a leitura nativa de códigos de barras e QR Codes. Além da Apple e da Google, outros players como Facebook, Snapchat, Spotify e Shazam contribuem com a educação do mercado e a promoção da interação digital "consumidor / produto", por meio dos códigos presentes nas embalagens.

Ou seja, as marcas e os varejistas tem uma chance única de transformar seus produtos físicos em ativos digitais inteligentes, conectados à Web, gerando dados de uso em tempo real ao longo de todo o seu ciclo de vida, desde o ponto de fabricação até o ponto de venda e, em seguida, até as residências dos consumidores.

Os smart products resolvem ainda outras importantes questões, tais como: rastreabilidade de produtos, gerenciamento de inventário em tempo real e as tão sonhadas interações e experiências diretas com os consumidores finais.

Combinando sensores, câmeras e experiências interativas nas lojas, uma estratégia de smart product pode renovar digitalmente o varejista, ao atender os anseios dos omniconsumidores, que almejam pela transformação das antigas lojas físicas em IoT Smart Retail Shops, como no caso de sucesso das lojas do Carrefour na Tunísia e Romênia, que após 7 meses da instalação de Beacons aumentou em 600% o download e em 400% o engajamento de sua App.

Ao adaptar conteúdos e serviços digitais aos seus produtos inteligentes, os varejistas conseguirão proporcionar uma experiência omnichannel única, consistente e personalizada aos seus consumidores.

Em outras palavras, ao alavancar a tecnologia de produtos inteligentes e a Internet of Things, as marcas de varejo podem lutar contra o Apocalipse Varejista em duas frentes importantes:

  • Construir um diferencial único contra a Amazon, criando uma cadeia de suprimentos em tempo real e totalmente instrumentada
  • Oferecer uma experiência de ponto de venda mais rica e personalizada para aqueles consumidores que valorizam ver, tocar e testar os produtos antes da compra

Por fim, mais não menos importante, o varejo tradicional pode resolver um grande gap que começa a surgir no cenário da Internet das Coisas, o Paradigma da Experiência Desconectada do Consumidor Conectado.

Por mais incrível que possa parecer, o cenário de produtos inteligentes de consumo está gerando uma experiência de uso fragmentada, pois os atuais smart devices são "apenas" tão inteligentes, quanto foram projetados para ser. Assim, os smart products acabam abordando apenas um aspecto singular da vida inteligente, desconsiderando como os humanos realmente percebem seu ambiente, ou seja, como um ecossistema de experiências interligadas.

E aqui surge a grande oportunidade para os varejistas criarem serviços online de integração dos diversos smart products a fim de endereçar a frustração gerada pela experiência de uso fragmentada.

Do ponto de vista de marketing, o benefício número para o varejista relacionado à oferta de uma Plataforma de Agregação de IoT na nuvem é posse da experiência do consumidor, o que traz uma série de outras vantagens conectadas.

O varejista passa estar apto a lançar novos aplicativos para os smart products, podendo ir além do objetivo original dos fabricantes, pois estes Apps estarão poderão lançar mão das várias combinações das funcionalidades de cada um dos produtos. Desta forma, o varejista aumenta sua importância na cadeia de valor, passando da oferta de produtos para a oferta de soluções.

Veja como a Conrad, um varejista de eletroeletrônicos alemão, se reinventou ao lançar seu serviço de agregação de IoT, o Conrad Connected (https://conradconnect.de/en/):


Por fim, as inovações deste "novo varejo", permeado pela Internet das Coisas, pode ser visualizado no vídeo abaixo.

Além de simplesmente usar a tecnologia para maior conveniência, estas iniciativas recuperam o conceito da experiência no varejo tradicional.