quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O Futuro do IoT - em 4 anos haverá 34 bilhões de dispositivos conectados!


Internet of Things Ecosystem - IoT

Muitos especialistas da indústria e consumidores entusiasmados têm vinculado a Internet das Coisas (IoT) como a próxima Revolução Industrial ou a próxima Internet.

Por quê? Simplesmente, porque a IoT consistirá na forma futura de interação de empresas, os governos e os consumidores com o mundo físico.

Segundo estudo sobre as tendências globais no IoT da Business Insider, teremos 34 bilhões de dispositivos conectados em 2020. Trata-se de um relatório gerado pelo BI Intelligence, serviço de pesquisa da Business Insider, que analisou como o ecossistema IoT permite que entidades (como consumidores, empresas e governos) se conectem e controlem seus dispositivos IoT em 16 ambientes, como a fabricação, a casa conectada, o transporte e a agricultura.

O relatório que discute todos os componentes do ecossistema IoT, incluindo seus dispositivos, análises, redes e segurança. Ele também prevê o mercado IoT emergente, incluindo megatendências, crescimento de dispositivos, montante investido e potencial retorno sobre o investimento.

Aqui estão alguns pontos-chave do relatório:

No total, projetou-se haver 34 bilhões de dispositivos conectados à Internet até 2020, acima dos 10 bilhões em 2015.

Destes 34 Bi, os dispositivos IoT serão responsáveis ​​por 24 bilhões, enquanto os dispositivos tradicionais de computação (por exemplo, smartphones, tablets, smartwatches, etc.) por apenas 10 bilhões.

BI Intelligence - IoT 2015-2020


Quase US$ 6 trilhões serão gastos em soluções IoT nos próximos cinco anos.

O Setor Corporativo (empresas) será o maior segmento consumidor das soluções IoT. As empresas identificam três principais cenários onde o IoT contribui com os negócios, quais sejam:

1) Diminuição de Custos Operacionais;
2) Aumento da produtividade; e
3) Expansão para novos mercados ou desenvolvimento de novas ofertas de produtos.

Segundo maior segmento cliente dos ecossistemas de IoT, os Governos estão concentrados em aumentar a produtividade, diminuir os custos e melhorar a qualidade de vida dos seus cidadãos.

Por fim, os consumidores, mesmo atrás das corporações e governos na adoção do IoT, irão possuir um número enorme de dispositivos e investir uma quantidade significativa de dinheiro em ecossistemas IoT.

Acesse a íntegra do relatório em: https://goo.gl/bJjokC

O documento ainda destila as complexidades tecnológicas da Internet das Coisas em um único ecossistema, explicando os benefícios e deficiências de muitas redes, incluindo malha (por exemplo, ZigBee, Z-Wave, etc.), celular (por exemplo 3G / 4G, Sigfox, etc.) e redes de Internet (por exemplo Wi-Fi, Ethernet, etc.).

Por fim, o estudo faz previsões de investimento no cenário IoT, analisando-o por seis camadas: conectividade, segurança, armazenamento de dados, integração de sistemas, hardware do dispositivo e desenvolvimento de aplicações.
Internet of Things (IoT) Marketshare

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Internet of Things ou Intelligence of Things? Máquinas ou Sensores?

Segundo a Wikipédia, a Internet das Coisas (Internet of Things - IoT) é uma revolução tecnológica, que trata da conexão à Internet de dispositivos eletrônicos utilizados no dia-a-dia (como aparelhos eletrodomésticos, eletroportáteis, máquinas industriais, meios de transporte, etc.). Esta inovação técnica trará avanços em campos tão importantes como os Sensores Wireless, a Inteligência Artificial e a Nanotecnologia...
Internet of Things - IoT
Internet das Coisas (IoC) é muito maior do que qualquer um de nós possa imaginar!

Quando falamos sobre "a próxima Grande Sacada (the Next Big Thing)" normalmente não pensamos grande o suficiente...

E não se trata de uma questão de falta de imaginação; trata-se de uma falha na observação...

Vale lembrar que bons observadores costumam sustentar que o futuro está sempre claro à nossa frente, não se fazendo necessário imaginá-lo ou inventá-lo, basta estar disposto a enxergá-lo!

Intelligence of Things IoT
IoT = Intelligence of Things!

Internet das Coisas (IoT) é, sem dúvidas, uma das "Next Big Things". Este admirável mundo novo gira em torno da amplificação massiva da comunicação entre dispositivos, ou comunicação Máquina a Máquina (Machine to Machine - M2M).

A IoT é alicerçada sobre a Computação em Nuvem (Cloud) e sobre as Redes de Sensores de Coleta de Dados; A IoT é móvel, virtual e de conexão instantânea; Dizem que a IoT aportará "inteligência" a tudo ao nosso redor, da iluminação pública aos meios de transporte, dos relógios de pulso às geladeiras e demais utensílios domésticos.

Mas por que dizer que normalmente as pessoas não pensam grande o suficiente quando olham para o futuro?!?

Na verdade, trata-se da necessidade de uma mudança de foco na discussão sobre a comunicação Máquina a Máquina (M2M)... Neste cenário, costumamos enxergar dispositivos conversando com dispositivos. Todavia, uma máquina é não mais do que um instrumento, uma ferramenta desprovida de poder de reação, ou seja, algo que está realizando ma tarefa predefinida. Porém, quando tornamos as máquinas "inteligentes", não estamos mais tratando estritamente de Máquinas; estamos lidando com Sensores...

Um Sensor não é uma Máquina. Ele não executa tarefas do mesmo modo que uma máquina. Na verdade, ele mede, avalia e reage! Em suma, que obtém e analisa dados.

Resumidamente, podemos afirmar que a Internet das Coisas (IoT) é a fusão de sensores a máquinas. Ou seja, o real valor que a Internet das Coisas (IoT) gera está baseado na coleta e cruzamento de dados. Momento no qual, as Aplicações na Nuvem tornam-se peças chave para alavancar o valor dos dados coletados, interpretando-os e re-transmitindo-os.

Em fim, os Sensores dão vida aos sentidos da IoT (visão, audição, olfato, tato e paladar), enquanto as Aplicações na Nuvem fazem as vezes de seu Cérebro, transformando os dados coletados em informação e contribuindo para os processos de tomada de decisão.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Forecast: O mercado global de MVNO irá faturar US$ 89,25 bilhões em 2022

O mercado global de MVNO (Mobile Virtual Network Operator) deve atingir um faturamento de US$ 89,25 bilhões em 2022, segundo previsão da Global Market Insights Inc.
MVNO - Mobile Virtual Network Operator
O crescimento do poder aquisitivo e da migração da população, particularmente da região Ásia-Pacífico, impulsionará sensivelmente o mercado global de MVNO.

A fim de fomentar ainda mais a demanda pelas ofertas das MVNO, os Operadores de Telefonia oferecem inúmeros novos Serviços Móveis, tais como Conteúdo Esportivo, M2M, dispositivos de medição e de vigilância. 

Os marcos regulatórios mais favoráveis às MVNO na União Europeia deverão desempenhar um papel crucial no desenvolvimento deste mercado regional.

As previsões apontam para a coexistência bem-sucedida de todos os principais tipos de MVNO na América do Norte e União Européia, ou seja: Full MVNOService Providers MVNO e Resellers MVNO.

Existem basicamente 3 tipos de MVNO no mercado: a Reseller MVNO (atua apenas como revenda de minutos, SMS e dados), a Service Provider MVNO (opera em marketing e vendas e gerencia a cobrança, o provisionamento e o relacionamento com os assinantes) e a Full MVNO (abrange todos os aspectos de uma operação de telecomunicações à exceção da rede de antenas).

Nos países mais desenvolvidos como o Reino Unido, Alemanha e EUA, espera-se que a geração de receitas seja alavancada pelo consumo de dados e uso de VAS (serviços de valor agregado), devido à crescente implantação de redes 3G, 4G, LTE e 5G.

Seguem as principais conclusões do relatório:

  • A base mundial de assinantes de MVNO era de 174 milhões em 2014. A previsão para 2022 é que a quantidade de assinantes chegue a 413,1 milhões, apresentando um crescimento anual de 11,6% entre 2015 e 2022.
  • A previsão de faturamento do mercado de MVNO dos EUA em 2022 é de US$ 30 bilhões.
  • O custo de aquisição e manutenção de novos clientes de MVNO é relativamente alto, particularmente para contratos com duração fixa e determinada (contratos pós-pagos).
  • Os novos clientes estarão mais interessados em acesso aos serviços de voz e dados a baixo custo.
  • A Europa correspondeu por 45% do market share mundial de MVNO em 2014. Espera-se que a promoção da interconexão e interoperabilidade dos serviços, juntamente com o aumento do uso de banda larga e FTTH impulsionará a receita nesta região nos próximos anos.
  • A baixa receita média por usuário (ARPU) é uma barreira para as operadoras MVNO na África. As áreas em foco são segmentos de nicho, smartphones e serviços de dados e serviços de tecnologia avançada.

sábado, 8 de outubro de 2016

Vecto Mobile: 1ª MVNO brasileira com foco em IoT e M2M

Nasce 1ª MVNO brasileira Vecto Mobile especializada em IoT e 100% Focada em M2M

Vecto Mobile Logo
Lançada recentemente no mercado brasileiro, a Operadora Móvel Virtual (MVNO / MVNE) Vecto Mobile (www.vectomobile.com.br) planeja se posicionar como líder no mercado brasileiro, explorando um nicho ainda desassistido no país, ou seja, a conectividade para Internet das Coisas (IoT) e Máquina-a-Máquina (M2M), com foco nos mercados de Adquirência, Monitoramento Veicular e Connected Cars.

A Vecto Mobile é uma empresa 100% brasileira que tem como foco o atendimento aos gaps de serviços de nicho não cobertos pelas operadoras móveis tradicionais (MNO). Neste cenário, uma das grandes oportunidades para novas MVNO é o atendimento de valor agregado às PME. Outra enorme carência no mercado de Conectividade Móvel é a inexistência de oferta de planos específicos para transportes de dados de baixo e médio volume (focados em IoT).

Para a Vecto Mobile, a diminuta quantidade de projetos de Internet of Things no Brasil não tem como razão as condições pouco favoráveis do mercado brasileiro, como a hiper-tributação do Fistel em comunicações M2M, que tem sido muito criticada pelo setor. No entendimento da Vecto Mobile, a maior barreira para o IoT no país é justamente o custo mensal dos planos de dados cobrados pelas operadoras tradicionais, no caso dos projetos baseados na comunicação M2M (Machine to Machine).
VMNO IoT - Internet das Coisas / Internet of Things
Assim, o real gargalo a ser explorado é justamente a área de conectividade de maior crescimento nos próximos anos, ou seja a telecomunicação aplicada a conceitos de cidades inteligentes, incluindo sistemas de missão crítica (M2M) que demandam maior capacidade.

O modelo de oferta de conectividade móvel atual é engessado e baseado na oferta de pacotes de transmissão de dados focados no usuário normal de dados móveis; não atendendo de forma otimizada a conectividade entre máquinas. Ou seja, para a Vecto Mobile, a disrupção deste modelo passa, invariavelmente, por uma "Uberização" liderada por MVNO específicas para esse mercado. Estas novas operadoras formarão um novo grupo de OTT a reinventar o mercado de serviços de Telecom.

Finalmente, a experiência fim a fim, onde não se vende megabytes transferidos, mas entrega-se trasações IoT bem sucedidas, tem que ser garantida.


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Dicas Básicas Black Friday Legal 2016

Black Friday 2016

Confira as dicas simples para vivenciar boas experiências de compra online durante a Black Friday 2016, que está se aproximando!

Comprar via Internet é cômodo e prático, pois além da facilidade de pesquisar e comparar preços, você ainda pode aproveitar ofertas, promoções e receber o produto no conforto da sua casa. Mas para que sua experiência seja segura, a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) recomenda:

1) Meios de Pagamento na Internet: Compre em Lojas Virtuais que disponibilizam serviços de Pagamento Online conhecidos. E evite pagar a compra por meio de depósito ou boleto se a loja virtual tiver pouco tempo de mercado.

2) Bom Senso Futebol Clube: Use o Bom Senso! Ofertas milagrosas ou muito diferentes dos preços praticados no mercado podem trazer armadilhas para o comprador. Como sempre, o barato sai caro!

3) Lojas Idôneas: Pesquise sobre a loja e verifique se ela tem Razão Social e CNPJ ativos na Receita Federal - http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/cadastros/cadastro-nacional-de-pessoas-juridicas-cnpj, além de endereço físico e formas de contato. Também vale pesquisar a empresa no Reclame Aqui e no Procon.

4) Segurança de Dados: Verifique se a loja possui conexão de segurança nas páginas em que são informados os dados pessoais do cliente como nome, endereço, documentos, número do cartão de crédito, geralmente essas páginas são iniciadas por https:// e o cadeado ativado (ícone visualizado em uma das extremidades da página). Clique no cadeado e observe se a informação do certificado corresponde ao endereço na barra de navegação do computador.

5) Recibo da Compra: Salve todos os passos da compra, inclusive o e-mail de confirmação.

Black Friday 2016

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Darwinismo Digital - Em nenhuma outra época da história tantos setores se reinventaram em um período tão curto de tempo!

Foto do Time da EnterPlay

São Paulo, 26 de setembro de 2016: Ontem à noite, a Tele.Síntese traçou a mais nova fotografia do Nível e do Tipo de Inovação que caracterizam o mercado brasileiro de Comunicações e Internet, em um evento que premiou as quatro grandes operadoras (Vivo, TIM, Oi e Claro) na categoria de MNO (Mobile Network Operators). ...

Até aí, nada de novo, não é? Porém o flashback para por aí, pois em todas as demais categorias apenas projetos realmente disruptivos subiram ao podium!

Sim, as empresas OTT (Over the Top) e de IoT (Internet of Things) dominaram a cena da premiação no evento de lançamento do Anuário Tele.Síntese de Inovação em Comunicação 2016 (http://www.telesintese.com.br/anuario-telesintese/).

Está claro que em um futuro muito próximo, as Operadoras de Telefonia serão muito mais parecidas com players de Internet ou da Área Digital, do que com os atuais dinossauros de telecom.

Neste clima de inovação e disruptura, o conceito de Darwinismo Digital impregnou a cerimônia, descrevendo o momento em que vivemos como uma situação na qual a sociedade e as tecnologias superam a capacidade de adaptação de uma empresa. É sabido que as novas tecnologias sozinhas não trazem inovação, mas que o conhecimento, as parcerias do ecossistema e o modo de pensar desempenham um papel essencial.

Empresas de telecomunicações já sentem os efeito colaterais do Darwinismo Digital e iniciam grandes investimentos para desenvolver e aplicar inovações aos modelos de negócio atual, a fim de conseguir afastar a ameaça real a sua longevidade empresarial, trazida por provedores Over the Top (OTT) como Skype, WhatsApp e Netflix.

Em nenhuma outra época da história tantos setores se reinventaram num período tão curto de tempo... A lista de disruptores é longa: Uber na área de transportes, Airbnb na de viagens, Tesla no setor automotivo, Amazon e Alibaba no varejo, Netflix e EnterPlay em entretenimento. A lista de vítimas é ainda maior, pois 52% das empresas incluídas na lista Fortune 500 em 2000 já faliram, foram compradas ou fechadas. As Tecnologias Digitais aceleram, como nuca, o ritmo e a força da Inovação!

Neste cenário, a Tele.Síntese também inovou e enalteceu OTT e IoT ao premiar, entre outros provedores, a EnterPlay (http://www.enterplay.com.br/). Uma startup de Entretenimento Digital, que oferece TV Aberta (ISDB-t), TV Paga (IPTV), Vídeo Sob Demanda (VoD), Música, Jogos e Aplicativos, reunidos em uma interface única, em qualquer tela. Ou seja entretenimento digital com login único e apenas um controle remoto, entregue via Internet ou através de redes de Provedores de Banda Larga homologados (ISP).

Troféu Tele.Síntese

domingo, 18 de setembro de 2016

Impactos diretos do Entretenimento Digital (VoD e IPTV) no Negócio dos Provedores de Banda Larga (ISP)


A evolução massiva e constante do consumo de vídeo over-the-top (OTT*) por mercados como streaming, serviço móvel e realidade virtual faz com que o tratamento ao Tráfego de Vídeo será fundamental nos próximos anos para reduzir Churn de Provedoras de Acesso à Internet (ISP).

Segundo pesquisa realizada pela Huawei, o aumento do churn** decorrente da Experiência com Vídeos se comprova, pois 28% dos entrevistados mudaram de Provedor de Banda Larga nos últimos 12 meses (churn). Desses, 64% buscavam um serviço "mais confiável" ou mais veloz. E no decorrer do ano, 54% considerariam mudar para outra operadora por conexões mais rápidas ou pagando menos (ou ambos). Na avaliação da Huawei, esse churn está relacionado com a demanda (não devidamente atendida) por Serviços de Video Streaming.


Na Banda Larga Móvel, a estimativa de aumento de Tráfego de Vídeo é ainda maior, expandindo-se em dez vezes até 2020, não apenas pela demanda gerada pelo YouTube, Netflix, EnterPlay e cia, mas também pelo início da Era da Vídeo Chamada.



O impacto da popularização do 5G na melhora da qualidade do Vídeo Móvel terá Proporções Épicas!



Para entendermos a grande diferença entre as atuais tecnologias celulares, pode-se dizer que o 3G permitiu a experiência online a gráficos estáticos, enquanto o 4G tornou-se a plataforma mais adequada para o consumo de VoD (Video on Demand) em melhor qualidade e maior velocidade de download. 

Porém, a chegada do 5G é literalmente disruptiva, pois permite introduzirmos a experiência do streamig ao vivo de vídeo móvel em resolução UHD ao nosso dia-a-dia... 

Tive a oportunidade de debater esta revolução silenciosa e seus impactos diretos do Entretenimento Digital no Negócio dos Provedores de Banda Larga no evento "Encontro de Provedores Regionais de Niterói", ocorrido em 13/set/16 (http://www.eventos.momentoeditorial.com.br/25o-niteroi-13-de-setembro/).

Por meio do PPT abaixo, mostrei a relevância da oferta e do correto tratamento do Tráfego de Vídeo para a redução o Churn da Banda Larga.


Seguem os principais pontos abordados:

Entretenimento Digital: Oportunidade para os ISP

- Segundo a pesquisa Huawei / Ovum’s 2H15 Telco TV Benchmark (70 Telcos pesquisadas):

1) Produtos e Serviços

- 75% do Tráfego de Vídeo é gerado por terceiros
- A migração da Distribuição de Vídeo para o IP é uma grande oportunidade para ISP lançarem suas Plataformas de Vídeo
- “O momento é agora e a hora é esta!”, pois a janela de oportunidade já está se fechando!

2) IPTV: A Iniciativa Inicial dos Provedores de Banda Larga

- Extensão natural de serviço de valor agregado ao core da Banda Larga, a IPTV é o Pilar Central da Estratégia Clássica de evolução de ISP multiplay

3) Video OTT: da Netflix ao ISP (Operador da Rede)

- Vários Provedores de Banda Larga, mundo afora já entregam Serviços de Streaming de Vídeo

- 2/3 destes ISP provem acesso Multiscreen a Conteúdo Pay-TV
- 1/3 dos ISP pesquisados oferecem SVoD “Tipo Netflix"
- 1/4 dos ISP pesquisados distribuem Serviços de Video OTT de Terceiros

4) Parcerias ISP x OTT

- Banda Larga Fixa: mais de 20 Telcos Estrangeiras integram Serviços OTT de Vídeo de Terceiros (principalmente Netflix) em seus STB


- Banda Larga Móvel: Modelo de parceria ainda mais evidente, onde as MNO promovem e direcionam acesso a Serviços OTT de Vídeo de Terceiros (pagando por assinaturas subsidiadas), vendendo assinaturas de pacotes com tarifas premium

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* OTT - Over The TopOs serviços over-the-top (OTT) são os oferecidos aos clientes pela Internet e não costumam ser fornecidos diretamente pela operadora de telecomunicações. Serviços como ferramentas de busca oferecidas pelo Google, serviços de webmail oferecidos pelo Microsoft Hotmail ou de VoD como a Netflix são exemplos de OTT. Serviços OTT se tornaram uma preocupação para operadoras de telecomunicações quando começaram a competir diretamente com serviços tradicionalmente oferecidos pelas telcos: voz, mensagens e TV paga.

** Churn - Churn Rate: O termo “Churn” é utilizado principalmente por empresas de telefonia, ele é utilizado para medir a quantidade de clientes que essas empresas perdem mensalmente e anualmente.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Regulação Global da Economia Digital - Regular ou não Regular, eis a questão...

Regulação da Internet

Devido ao crescimento constante e significativo da Economia Digital em todo o planeta, vivenciamos um afã super-regulatório nos cenários doméstico e cross-border, fomentado por diversos eixos, tais como o tributarista, o de segurança e o protecionista, entre outros. Fato este que tem fomentado o debate sobre a criação de normas globais por diversos entidades multilaterais, como o G7 e o G20, por exemplo.

Por outro lado, as empresas digitais, convencidas de que a regulação atual seja suficiente, alertam para o perigo da hiper-regulação. Assim, grupos como o eG8, composto pelos Gigantes da Internet, pedem prudência aos governos, no que tange à Regulação da Rede, para não inibirmos sua liberdade, freando seu crescimento e sua criatividade.

Todavia, sabemos que existem grandes assimetrias nas regulações nacionais, que normalmente impactam de forma negativa as transações transnacionais, comuns na Economia Digital, que desmaterializa as fronteiras. Ou seja, o status quo mundial, com padrões distintos e regionalizados, tem se mostrado um entrave significativo na produtividade e na inovação digitais.

Assim, grupos como o B20 (que reúne as maiores empresas e indústrias do G20), acreditam que a definição de padrões uniformes ajudarão a criar economias de escala e a promover a inovação, resultando em preços mais baixos e, ao mesmo tempo, aumentando a diversidade de produtos.

E por onde devemos começar a repensar a Regulação da Economia Digital Global?

Acredita-se que o eCommerce será a ponta de lança desta regulação digital global, uma vez que já está sendo praticado de forma significativa no cross-border. Basta ver as taxas de crescimento de compras de brasileiros em sites como a eBay e o Alibaba, por exemplo.

Tarifas alfandegárias, altos custos de frete e longas esperas para a entrega ainda são desafios para muitos consumidores cross-border, porém, a ideia de ter melhor disponibilidade de produto e melhores preços mantém os consumidores voltando às lojas online estrangeiras para comprar mais.

Por fim, vale lembrar que uma regulação bem elaborada beneficiaria a todos, ao passo que uma regulação enviesada certamente atrasaria o crescimento e a criatividade de projetos ligados à nova Economia.

sábado, 27 de agosto de 2016

Comportamento da Diversas Gerações no eCommerce

Gerações do eCommerce

Comportamento das diversas Gerações no e-Commerce

Entenda os costumes e motivações das gerações Boomer, Baby Boomer, X, Y (ou Millennials) e Z, além de suas forma de interagir e conviver com a web.

Gerações: datas de nascimento e suas características específicas:

1) Geração Boomer

Pessoas que nasceram entre 1920 e 1945.

Este público compreende o que atualmente (2016) chamamos “terceira idade”. São pessoas que têm entre 71 e 96 anos.

Produtos e Serviços:

Normalmente, este público acessa a web a aquisição de medicamentos, além de produtos e serviços voltados à melhoria da qualidade de vida.

Características Marcantes:

Por terem vivido durante as duas grandes guerras mundiais, os indivíduos dessa geração são muito disciplinados e respeitadores das hierarquias. Além de não serem facilmente impactados por táticas de compra por impulso.

Forma de Abordagem:

As estratégias de e-commerce para a terceira idade devem focar-se na segurança e credibilidade da loja online.

Estes e-consumidores comprarão apenas após sentirem-se seguros de que a loja virtual merece sua confiança.

2) Geração Baby Boommer

Pessoas que nasceram entre 1946 e 1960.

Os Baby Boommers são os filhos dos Boomers.

São pessoas que têm entre 56 e 70 anos e que, ao invés de vivenciar e se dedicarem à guerra (como fizeram seus pais), se dedicaram à reconstrução de seus países e economias, por meio do trabalho.

Características Marcantes:

Além de serem workaholics (viciados em trabalho) e ocuparem atualmente as posições de diretoria e presidência das empresas (C-Level), os Baby Boomers gostam dos empregos fixos, onde possam trabalhar por décadas, não sendo incomodados por realocações ou pelo receio de demissões.

Forma de Abordagem:

Os Baby Boomers apresentam fortes laços de relacionamento interpessoal. Assim, torna-se muito importante comercializar seus e-produtos se criar um método de “referências”, que faça um cliente indicar a sua loja virtual para os amigos.

Geração X

Pessoas que nasceram entre 1961 e 1980

A Geração X abrange as pessoas que têm hoje entre 36 e 55 anos e que, por sua vez, são os filhos da geração Baby Boomer e netos da geração Boomer. Nasceram em uma época onde a hierarquia começou a perder seu valor.

Características Marcantes:

Com o fim das grandes guerras mundiais, as crises desta nova geração que vem ao mundo por volta de 1961 são marcadas por conflitos políticos, protestos e pela queda de muitas das ditaduras.

Forma de Abordagem:

No campo econômico e mercadológico, a Geração X cresceu com a influência da TV e de suas propagandas. Eles também aprenderam que escolher os produtos de melhor qualidade faz toda a diferença.

Geração Y ou Millennials

Pessoas que nasceram entre 1981 e 2000

Características Marcantes:

Os indivíduos que compõem a Geração Y (Millennials) têm atualmente entre 16 e 35 anos de idade. Eles nasceram, cresceram e se desenvolveram no mesmo período em que a internet iniciou sua evolução e que o e-commerce surgiu.

Ao terem se desenvolvido em um contexto de mudanças sociais e tecnológicas constantes, as pessoas dessa geração aprenderam desde cedo que nada é ou pode ser tão estável como querem os seus pais, avós e bisavós.

É a geração que vivenciou o nascimento da Economia Compartilhada (Usar Algo versus Possuir Algo) e está adaptada ao processo de Uberização dos serviços.

Forma de Abordagem:

Devido às condições de facilidade de comunicação nas quais cresceram, os indivíduos da Geração Y tendem a conversar muito entre si sobre a qualidade e desempenho dos produtos e das lojas virtuais antes de fazerem compras.


Geração Z (Geração Touch, pós-Millennials ou Nativos Digitais)

Pessoas que nasceram a partir de 2001
Geracao Z - eCommerce / Comércio Eletrônico

Características Marcantes:

As pessoas que fazem parte da Geração Z ou Nativos Digitais têm atualmente entre 1 e 15 anos. Esta é a geração que, é a primeira de "nativos digitais": já nasceram de celular na mão e não conhecem um mundo sem internet. Daí a importância do mobile commerce (m-Commerce).

A geração dos Millennials prefere experimentar do que consumir!

O que você prefere? Ir ao Canadá assistir às palestras do TED ou comprar uma bolsa de luxo? Passar uma semana vivendo entre os índios no Acre ou ter um relógio-joia? Atravessar os EUA de bicicleta ou comprar um carro novo? Ir com seus amigos para um festival de música ou ter novos modelos de Louboutins?

Se você escolheu a experiência sobre o consumo, só reforça uma tese que alguns pesquisadores vêm falando há algum tempo, mas que o mercado está, apenas agora, sentindo os seus efeitos: a geração dos Millennials (nascidos entre 1980 e 2000) prefere viver uma experiência única a consumir artigos de luxo. Nos Estados Unidos, eles respondem pela maior parte da população.

De acordo com um estudo de 2013 do Boston Consulting Group, US$ 460 bilhões foram gastos em viagens de aventuras especiais contra US$ 170 bi em compras de produtos de luxo, segundo um artigo publicado no “AdAge”.

Eles não apenas gostam de ser ouvidos, como qualquer adolescente sempre gostou: eles cada vez mais tem os meios para tal.  

Os indivíduos dessa geração são extremamente hábeis tanto com as telas grandes dos desktops, notebooks e netbooks como com as telas pequenas dos smartphones, tablets e celulares.

"Criados por seus pais da geração X durante uma época de stress econômico, fardos crescentes de dívida estudantil, tensões socioeconômicas e guerras internacionais, esta juventude tem uma visão menos idealista e mais pragmática do mundo" – Goldman Sachs.

Estes jovens também são os mais diversos que o mundo já viu em identidade sexual e racial. Nos Estados Unidos, os números do censo apontam que até 2020, mais de metade da juventude será parte de um grupo étnico ou racial minoritário.

Aqui no Brasil, esta geração cresceu com a euforia da era Lula e desfrutou de novas oportunidades educacionais e tecnológicas, mas agora tem que lidar com o pessimismo generalizado e a piora no mercado de trabalho, da qual são são as maiores vítimas.

Forma de Abordagem:

De acordo com um relatório recente do banco Goldman Sachs, entender esta turma é importante - e não é só porque eles já controlam o equivalente a US$ 44 bilhões em poder de compra nos EUA.

Eles também influenciam nas decisões da casa, de acordo com 93% dos seus pais, e 60% acreditam que ter muito dinheiro é sinal de sucesso, contra 44% dos millenials que compartilham da mesma opinião.


Trinetas dos Boomers, bisnetas dos Baby Boomers, netas da Geração X e filhas da Geração Y, as pessoas que compõem a Geração Z são mais facilmente conquistadas por conteúdo audiovisual.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Olimpíadas: camara-e.net alerta e-Commerce para mudanças nas entregas durante a Rio2016

eCommerce na Rio 2016 - Olimpiadas

Entre 5 de agosto e 18 de setembro, período de realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, a cidade terá diversas ruas interditadas ou com restrições de acesso. E esses bloqueios devem impactar diretamente os prazos de entrega e saída de encomendas de e para a região metropolitana do Rio. Alguns serviços dos Correios chegarão a ser suspensos durante os Jogos, e os centros de operação funcionarão em horário estendido, com mais veículos nas ruas para reforçar as entregas, incluindo nos finais de semana.

Ronaldo Takahashi, assessor da Vice-Presidência de Encomendas dos Correios, diz que toda a cidade do Rio será afetada durante o evento esportivo, mas destaca que as regiões central e sul sofrerão um pouco mais. “Nessas duas localidades, o acesso será totalmente fechado das 6h às 21h, e nós ajustaremos os horários de suprimento de carga para os centros de entrega localizados nessas regiões”.

Com base nesse cenário, o Comitê de Varejo Online da
camara-e.net está orientando as lojas virtuais de pequeno, médio e grande porte a planejarem suas vendas durante as Olimpíadas. Uma das recomendações é que elas comuniquem seus clientes sobre o prazo estendido e as restrições nas entregas no Rio de Janeiro. Até o dia 20 de setembro não haverá coleta ou entrega nas ruas que estarão interditadas para os Jogos. E a suspensão temporária de entregas precisa ser comunicada ao cliente no ato da compra.

Outra recomendação é que os lojistas informem ao consumidor alterações nos prazos de entrega: opções de frete expresso (e-Sedex e Sedex) terão dois dias úteis acrescidos ao prazo padrão; serviços de entrega com hora marcada (Sedex Hoje, Sedex 10 e Sedex 12) e de logística reversa domiciliária estarão suspensos no período dos Jogos; logística reversa em agência estará disponível com um dia últil a mais na entrega; e as demais formas de frete, como o PAC, terá acréscimo de três dias úteis no prazo original.

“O
comércio eletrônico lida com a expectativa do consumidor, que faz a compra remotamente e espera ansioso que o produto seja entregue em sua residência dentro do prazo informado”, observa Gerson Rolim, diretor de comunicação e marketing dacamara-e.net. “Essa comunicação é extremamente importante para que a loja não receba uma avaliação negativa em razão do não-cumprimento do prazo de entrega”.

Para os consumidores, a primeira dica é consultar nos sites dos Correios se o CEP pretendido para entrega faz parte das ruas com interdição total ou parcial. Produtos para esses endereços só serão entregues após o período Olímpico. Se tiver pressa em receber a compra, indique outro endereço fora dessa área de restrição.

A segunda dica é com relação à segurança. “Os compradores online devem tomar cuidado para não cair em golpes, que costumam aumentar em datas comemorativas”, explica Rolim. “Desconfie de promoções milagrosas, de links de ofertas enviados por e-mail e de e-mails que peçam informações pessoais e bancárias”.