domingo, 2 de julho de 2017

Internet das Coisas, Big Data e IA podem salvam vida em UTI

Tempo é "muito" mais que dinheiro; especialmente em uma UTI





Em uma UTI, são necessários três minutos de atendimento para salvar a vida de um paciente em parada cardiorrespiratória. E quanto mais rápido os médicos tiverem acesso às informações sobre o estado clínico e situação real do paciente, maior é a chance de sucesso no atendimento. É isso que uma nova plataforma de integração tecnológica promete trazer para maior UTI cardiopneumológica da América Latina, no Instituto do Coração de São Paulo.

Ainda em fase de análise de viabilidade, a solução usa conceitos de Internet das Coisas, Big Data e Inteligência Artificial para criar uma espécie de assistente virtual para que as decisões de médicos e enfermeiros sejam tomadas com maior segurança e rapidez.

Em um painel parecido com estes já disponíveis nas UTIs do Incor, o sistema capta e integra dados dos diferentes aparelhos que monitoram o paciente; tudo em tempo real. Em um clique o médico tem acesso também a informações como resultados dos exames feitos pelo paciente, seu histórico desde a internação e inclusive administração de medicamentos intravenosos. Usando Inteligência Artificial e Big Data para analisar todas as informações no menor tempo possível, a plataforma calcula scores de risco, indicando os níveis de gravidade da saúde do paciente.

Hoje, ainda que muitos hospitais já tenham aparelhos conectados e até prontuário eletrônico, falta uma maneira de fazer com que todos esses sistemas conversem entre si. A expectativa é que a solução entre em funcionamento entre 6 meses e um ano. O mais interessante é saber que a novidade estará disponível em um hospital que atende cerca de mil pacientes críticos por mês; 80% deles pelo Sistema Único de Saúde. Tecnologia inovadora que promete salvar vidas em atendimento público - não é todo dia que a gente vê!