domingo, 8 de junho de 2008

Banda Larga Móvel – A chegada da WEB 2.0² aos celulares 3G

A combinação do poder da Mobilidade à inovação e interatividade da Internet revolucionará a forma como acessamos a informação, criando o que começa a ser chamado de Web 2.0².

A Web 2.0² consubstancia-se na convergência da Web 2.0 com a Banda Larga sem fio de terceira geração (3G), revolucionando a forma de geração e consumo de conteúdo digital (fotos, música, vídeo e TV móveis). Os primeiros resultados dessa nova dimensão da Internet materializam-se no surgimento de novos formatos e modelos de negócio, que estão rompendo paradigmas devido à entrada do Conteúdo Gerado por Usuários e das Redes de Relacionamento Digital no cenário móvel.

O impacto da introdução dos serviços 3G permeará tanto o entretenimento pessoal móvel, quanto o ambiente de negócios. No trabalho, veremos o aprimoramento e a alavancagem de aplicações de negócio móveis permitindo, por exemplo, o acesso wireless completo e amigável a toda a suíte de automação de escritório corporativa, expandindo os conceitos de mobile Office e home Office, viabilizando novos ambientes de trabalho como o “car Office”, o “airport Office”, o “beach Office”, ou seja, a ubiqüidade do acesso ao ferramental corporativo.

No que tange ao entretenimento, a Web 2.0² ampliará, por exemplo, os Serviços de Redes de Relacionamento, permitindo a completa interatividade na publicação dos mais variados tipos de Conteúdo Móvel Gerado por Usuários (vídeos no YouTube, perfis pessoais no Orkut, fotos no Flickr, Blogs pessoais móveis, etc.).

Por fim, os serviços celulares de terceira geração protagonizam o último capítulo da convergência da fotografia e filmagem digital aos celulares, tornando possível o envio de vídeos a partir dos locais dos acontecimentos, proporcionando, ainda, as vídeo-conferências (transmissão de áudio e vídeo em tempo real pelo celular), os vídeos sob demanda, o vídeomail e a IPTV.

Essa interatividade exuberante e abundância de conteúdo, todavia, terá um preço. Porém, desta vez, aparentemente o valor não será completamente debitado na conta do consumidor final, pois a banda larga móvel tem como premissa o surgimento de novas parcerias e a entrada de novos players, de peso, re-equilibrando as forças no cenário de Telecom.

Desta forma, a Web 2.0² contribui para o surgimento de novos ecossistemas empresariais, onde atuarão gigantes da mídia tradicional, como Warner Bros, Disney e Sony e líderes da Internet, como Google, Apple e Yahoo!. Nestes ecossistemas, onde a Agregação de Conteúdo e a prestação de Serviços de Valor Agregado é o “nome de jogo”, quem ganha é o consumidor final.

Hoje, a Oi levanta a louvável bandeira do “Não ao Bloqueio de Celulares”. Amanhã, provavelmente levantaremos a bandeira do “Não ao Revenue Sharing de Conteúdo Móvel”, desmontando os atuais walled gardens. Assim, os geradores de conteúdo aumentarão seu faturamento e, certamente, o preço final será diminuído, também beneficiando o consumidor final. O desmonte dos walled gardens permitirá ainda o acesso de micro e pequenos geradores de conteúdo no cenário móvel, atualmente dominado pelas grandes marcas.

Um comentário:

Daniel disse...

Gerson, um dos limitantes da convergencia de video, streaming e assemelhados no celular é a bateria! Hoje se vc ver um filme no seu fone, seja qual for, ele come praticamente toda sua bateria, logo para as pessoas que estão na rua, ver muitos videos vai deixar o cara sem o celular.
Outra briga será a opção de instalar softwares de tráfego de voz sobre IP, como skype, usando a rede de dados e nao a de voz da operadora.
e as brigas destas operadoras barrando o uso destes sws ou de instalação de outros sws de terceiros.